Mal-estar impediu Lula de ir a Davos defender a reforma do sistema financeiro internacional. Na foto, o presidente é submetido a exames no Real Hospital Português, em Recife [foto Ricardo Stuckert/PR]
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Não fosse pela hipertensão e o "incômodo no peito", que sentiu na última 4a-feira (27jan10), o presidente Luiz Inácio teria viajado para Davos, Suíça, para defender no Fórum Mundial sua tese sobre a "urgência" de uma reforma do sistema financeiro internacional, com o objetivo de democratizar a tomada de decisões econômicas mundiais. Após sete anos do seu primeiro discurso no fórum, Lula pretendia cobrar a reformulação das instituições internacionais, entre elas as Nações Unidas (ONU), para "adequá-las à realidade atual, dar-lhes mais eficácia, representatividade e legitimidade". As cobranças aos países ricos serão feitas pelo chanceler Celso Amorim.
De acordo com o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, Lula também pretendia defender a retomada das discussões em torno da conclusão da chamada Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). As negociações relativas à rodada, com o objetivo de diminuir as barreiras comerciais e aumentar o livre comércio para países em desenvolvimento, tiveram início em 2001, no Catar. Mas até hoje não se chegou a um consenso sobre a abertura comercial. No Fórum, o presidente brasileiro também seria agraciado com o prêmio de Estadista do Ano.
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