Hillary Clinto com Lula: retaliação pode ser negociada. [foto Fábio Pozzebom/ABr]
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A lista de produtos americanos que serão retaliados pelo Brasil, cuja divulgação estava prevista para esta semana, só será conhecida na próxima segunda-feira (08mar10). A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior justificou o adiamento alegando que o grupo interministerial ainda está realizando ajustes. Às vésperas da visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o governo brasileiro ainda negociava os últimos detalhes da lista, que deve ser reduzida dos 220 itens colocados em consulta pública para cerca de 130. O objetivo é que os produtos afetados representem US$ 560 milhões em importações dos EUA, conforme autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Foram retirados da lista insumos industriais ou produtos considerados estratégicos, para evitar "dar um tiro no pé". Entre os excluídos, estariam alguns produtos químicos, peças para aviões, equipamentos hospitalares e odontológicos, alguns alimentos, algumas máquinas, e várias autopeças. Após a publicação da lista, haverá um prazo de 30 dias para que as sobretaxas contra os Estados Unidos, que podem chegar a 100%, sejam aplicadas. É um período para as empresas se adaptarem e também para tentar um acordo com os americanos que impeça a retaliação (DCI)
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